Biomecânica
26 de Abril, 2019

Análise biomecânica do “Hip Thrust”

No exemplo de hoje propomo-nos a analisar um dos exercícios mais em voga nos dias que correm – “Hip Thrust”.
Primeiro, importa tecer algumas considerações acerca do mesmo e salientar que estas representações estão sempre sujeitas à intenção do sujeito que executa o exercício, sendo bastante difícil replicar estes efeitos noutros indivíduos e logo poderá ter implicações na participação muscular.
A força resultante que traçamos tem em conta a percepção do praticante quanto à fricção exercida no solo e uma vez mais (importa realçar) isto poderá ser diferente noutros sujeitos. Também é importante ter em mente que “a sensação e a realidade nem sempre são a mesma coisa” logo nós próprios podemos estar errados. Tendo em conta estas condicionantes vamos lá tentar perceber o que potencialmente poderá estar a acontecer.

Análise biomecânica do Hip Thrust
Análise do exercício “Hip Thrust”


Da posição inicial (imagem da esquerda) analisamos o torque sobre a articulação do joelho e anca. Verificamos que existe um maior braço de momento para o joelho (BM 1) comparativamente com a anca (BM 2), sendo que esta diferença poderia ser maior se a fricção exercida no solo fosse ainda maior e tornaríamos este exercício, na posição inicial, num grande desafio para os extensores do joelho.
À medida que realizamos a extensão da anca diminui a fricção logo a resultante fica mais vertical, aumentamos o braço de momento (BM 2) sobre a anca e diminuímos consideravelmente sobre o joelho (BM 1).
Olhando para o exercício, Hip Thrust, de uma forma mais global cremos que é mais desafiante para os extensores do joelho na fase inicial e à medida que caminhamos para mais extensão da anca o desafio cai mais sobre os extensores da mesma articulação.
Sabemos que quando o tecido muscular se encurta perde capacidade de gerar tensão e este exercício, da forma descrita, apresenta um perfil invertido na medida em que a resistência aumenta à medida que encurtamos os extensores da anca (e partimos do princípio que a maioria o faz para esse propósito). Não achamos justo dizer que é mau ou bom, apenas temos de conhecer bem o que acontece, sermos prudentes com a carga e eventualmente combinar com outros exercícios que possam potencialmente criar um melhor cenário para a estimulação dos extensores da anca.
Por fim ressalvar que existem outras articulações sobre as quais existem desafios consideráveis mas que optamos por não mencionar por não ser o objectivo do exercício, porém também devem ser tidas em conta.
Continuação de bons treinos.

Texto de Tiago Gago

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