Cardio
10 de Dezembro, 2018

10 Mitos no Fitness (Parte 2)

Será que a prancha é o melhor exercício para os abdominais? Existe uma postura ideal? É possível treinar durante a gravidez? O treino em plataformas instáveis melhora o equilíbrio? Só evolui se aumentar a carga? Saiba as respostas a estas questões neste artigo. Vamos dar sequência à primeira parte http://ptxexcellence.com/pt/10-mitos-no-fitness-parte-1/ em que revelámos alguns mitos perpetuados no mundo do Fitness. Ressalvamos a importância de procurar sempre informação credível juntos de profissionais competentes, de modo a operar sempre as melhoras práticas para si e para o seu corpo.


6 – A “Prancha é o melhor exercício para abdominais”
O melhor exercício para o que quer que seja não existe. Depende sempre de cada pessoa e das suas limitações e capacidades. Falando concretamente da prancha, trata-se de um exercício bastante complexo pois desafia bastantes grupos musculares e não apenas o transverso do abdómen como é recorrentemente evidenciado. No nosso dia a dia, movimentamo-nos em diferentes planos e eixos de movimento e perceber que músculos são responsáveis por cada movimento avaliando-os e desafiando-os eficazmente é a melhor solução para ter um “core” forte. A prancha poderá ter o seu lugar na sessão de treino, dependendo sempre do indivíduo e do que se pretende desafiar, não tendo de ser necessariamente os abdominais

7 – “Existe uma postura ideal que todos deveríamos exibir”

Não existe um padrão genérico para uma postura ideal, pois na realidade ela é determinada por alguns fatores como a nossa própria estrutura. Forçar uma pessoa a uma “posição ideal” pode colocá-la numa situação desconfortável limitando outras estruturas e/ou movimentos. Contudo, é possível optimizar toda a musculatura responsável pela manutenção do corpo em equilíbrio e melhorar a sensação da pessoa no dia a dia

8 – “Não convém treinar durante a gravidez”
Ainda existe um pouco este preconceito, talvez mais por uma questão cultural do que outra coisa qualquer. De acordo com as evidências científicas, existem inúmeros benefícios no treino durante a gravidez, melhorando o bem estar físico e psicológico da mulher e prevenindo a acumulação excessiva de gordura. É claro que com o passar dos meses o treino vai ter de ser frequentemente adaptado e há sempre alguns cuidados a ter na execução do mesmo, mas salvo alguma contra-indicação identificada pelo médico é perfeitamente compatível com a gravidez. O segredo nesta fase é treinar em segurança e se possível com supervisão.


9 – “Para melhorar o equilíbrio é necessário treinar em plataformas instáveis”
“Uma superfície instável não melhora inerentemente o equilíbrio. Ela dramaticamente desafia a habilidade da pessoa de orquestrar uma solução para manter seu centro de massa numa base de suporte alterada ou diminuída. Se o indivíduo não é capaz de manter a relação entre o centro de massa sob a base de suporte numa superfície plana e estável, então o uso de uma superfície/base instável é uma progressão inapropriada do desafio. Além disso, se o tornozelo e a musculatura do pé de um indivíduo não funciona adequadamente, então existem “peças/partes” que estão limitadas mas mesmo assim farão parte da solução motora para o equilíbrio em qualquer superfície. Aplicar desafios adequadamente modulados para os tornozelos e pés em todas as direções das funções articulares e musculares necessárias (tanto agonista quanto antagonista) pode aumentar as opções disponíveis entre as quais o cérebro escolhe para criar uma solução, reduzindo assim a necessidade de compensação.” RTS Brazil

10 – “A evolução no treino só ocorre se aumentar a carga”
A célebre pergunta “Quanto é que levantas?” é bem demonstrativa desta ideia generalizada de que a evolução no treino está apenas dependente da relação entre séries x repetições x carga. Podemos evoluir também com cargas mais leves, explorando outros fatores como a amplitude articular, a capacidade de sair de extremos articulares de forma firme e controlada, a capacidade do músculo contrair e gerar tensão e até mesmo a velocidade de execução. É possível conjugar estas duas experiências através de uma variação estratégica, dotando o indivíduo de um maior domínio sobre a interação do seu corpo com as forças externas e internas.
Deixe nos comentários alguma questão que ache pertinente ou dúvida que tenha relativamente a estas temáticas.
Texto de Flávio Faísca

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