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perfil de resistência

Saiba como a manipulação do perfil de resistência pode ajudar a aumentar a intensidade no treino! 1ª Parte

Quando pensamos em: exercício físico, intensidade, saúde articular, muscular e neurológica é crucial criarmos cenários em que os exercícios se desenvolvam com um perfil de resistência o mais adequado possível.

A visualização dos braços de momento é a forma mais elucidativa de perceber como aquela força em particular está atuando sobre o nosso corpo. Esta relação vai determinar o perfil de resistência de um exercício.
A variação no perfil de resistência pode ocorrer de várias formas: 1. de “fácil” para “difícil”; 2. de “difícil” para mais “fácil”; 3. ou mesmo ser “fácil” depois “difícil” e novamente “fácil”.

Porém para percebermos melhor em que consiste o perfil de resistência de um determinado exercício, é necessário esclarecer alguns pontos prévios. Durante a execução de um exercício temos de perceber como a direção da resistência, que provém dos halteres, elásticos, barras, etc. se relaciona com as articulações que estamos a desafiar. Em muitas das análises que temos efetuado recorremos à visualização dos braços de momento que são a forma mais elucidativa de perceber como aquela força em particular está atuando sobre o nosso corpo. Esta relação vai determinar o perfil de resistência de um exercício. Esta variação no perfil de resistência pode ocorrer de várias formas:

1. de “fácil” para “difícil”;

2. de “difícil” para mais “fácil”;

3. ou mesmo ser “fácil” depois “difícil” e novamente “fácil”.

É Importante ressalvar que podem existir máquinas de “Remada Horizontal” com um perfil de resistência condizente com o perfil de força muscular, no entanto a realidade é que na sua grande maioria este fenómeno é incongruente.
Podem existir máquinas de “Remada Horizontal” com um perfil de resistência condizente com o perfil de força muscular, contudo a realidade é que na sua grande maioria este fenómeno é incongruente.

Conjuntamente, entender a capacidade do músculo produzir tensão ao longo do seu comprimento contrátil, servirá para completar esta análise. Se em algum caso podemos utilizar uma espécie de regra, é saber que o músculo na sua posição de maior comprimento e maior encurtamento tem a sua capacidade de produzir força reduzida. Mas para o leitor perceber melhor a que nos referimos e a complexidade desta análise tomemos como exemplo um exercício de puxar como a “Remada Horizontal”: no início do movimento da fase concêntrica quando tem os braços estendidos e quer trazer o puxador até à zona abdominal vai sentir que consegue “agarrar” bastante peso, tornando-se mais “difícil” à medida que vai para a parte final do movimento. Muitas vezes nem nos apercebemos deste fenómeno e acabamos por fazê-lo de forma explosiva de modo a levar a carga do ponto A ao ponto B (quando o propósito deveria ser o foco na contração muscular). É Importante ressalvar que podem existir máquinas de “Remada Horizontal” com um perfil de resistência condizente com o perfil de força muscular, contudo a realidade é que na sua grande maioria este fenómeno é incongruente.

Na segunda parte deste artigo, iremos relacionar a intensidade com o perfil de resistência e em como é que a manipulação desta variável o pode ajudar a tornar o exercício mais intenso.

Texto de Flávio Faísca