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Treino personalizado – Estarão as crenças e os egos a atrasar a evolução dos profissionais?

Progredirmos e elevar cada vez mais a qualidade do serviço de treino personalizado, torna-se por vezes um “braço-de-ferro” sobre diferentes opiniões e crenças.
Progredirmos e elevar cada vez mais a qualidade do serviço de treino personalizado, torna-se por vezes um “braço-de-ferro” sobre diferentes opiniões e crenças sobre qual o melhor tipo de treino. Será uma questão de egos?

Quando falamos naquilo que é um Técnico de Exercício Físico, mais concretamente no âmbito do treino personalizado, podemos afirmar que é uma profissão que tem vindo a crescer exponencialmente ao longo dos últimos anos.

A necessidade da população adoptar um estilo de vida mais saudável de forma segura, abriu espaço para que surgissem cada vez mais oportunidades para quem quisesse enveredar por esta área.

Porém, aquele que devia ser um denominador comum a todos os profissionais (progredirmos e elevar cada vez mais a qualidade do serviço) torna-se por vezes um “braço-de-ferro” sobre diferentes opiniões e crenças sobre qual o melhor tipo de treino. Será uma questão de egos? É sobre este tema que vamos reflectir no artigo desta semana.

O treino é uma área bastante abrangente, logo é normal que existam inúmeras metodologias e formas de abordar o exercício físico, contudo será que o fundamentalismo na nossa profissão não nos está a impedir de sermos melhores profissionais? Seguir “cegamente” os gurus deste ou daquele método não estará a limitar a nossa visão sobre o exercício? Na área formativa, será que somos exigentes com os conteúdos leccionados ou queremos apenas os diplomas e mais um portfólio de exercícios para exibir (o tal ego)?

A nosso ver, a responsabilidade que temos no nosso dia-a-dia e o compromisso com a saúde dos nossos alunos é muito grande para não termos um pouco mais de raciocínio crítico em relação a todas estas práticas.

Aquilo em que acreditamos (crenças) não interessa para nada quando se fala em áreas como: a fisiologia neuro-músculo-articular, biomecânica, anatomia, cinesiologia, bioquímica, etc. É necessário dominar estas áreas para dar a melhor resposta possível aquilo que o aluno necessita e saber filtrar toda a informação que nos chega, inclusive da própria ciência (perceber em que condições os estudos foram realizados).

“Eu não quero acreditar, quero saber”! Carl Sagan

Enquanto estas dicotomias persistirem entre profissionais do exercício físico (que querem ser reconhecidos cada vez mais como profissionais da saúde) torna-se muito mais complicado a elevação e credibilização da profissão na nossa sociedade.

Em vez dos profissionais “esgrimirem” argumentos sobre quais os melhores tipos de métodos para saírem vitoriosos do que quer que seja, será que não fará mais sentido estas discussões serem no sentido de progredirmos e de apresentarmos um serviço cada vez melhor ao cliente? Esse deveria ser sempre o objectivo final de qualquer tipo de discussão e não colocar os egos à frente daquilo que é realmente a função do exercício físico.

Deixem a vossa opinião na caixa de comentários.

Texto de Flávio Faísca