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Qual a melhor alternativa aos alongamentos passivos

Após na semana passada termos publicado um artigo sobre no que consistia um isométrico (uma contração sem um movimento visível) e os respectivos benefícios, esta semana vamos um pouco mais além e vamos confrontar este método com os alongamentos passivos em termos de benefícios para o corpo.
Tal como uma grande maioria dos praticantes de atividade física, provavelmente recebeu instruções sobre os benefícios dos alongamentos passivos e foi incentivado/ (a) a pô-los em prática. Durante muitos anos este método foi considerado uma prática saudável e essencial para melhorar a mobilidade, prevenir lesões ou dores musculares.

No entanto, para estes objetivos, há cada vez mais estudos que têm vindo a provar o contrário e a recomendar outras práticas, nomeadamente as contrações isométricas.
Num isométrico, é a própria pessoa, com o seu reportório motor, que executa uma contração, movendo uma articulação de forma ativa e, por isso, numa amplitude que pode ser máxima mas tolerada pela respectiva estrutura. Neste caso, há uma comunicação entre o sistema nervoso e as estruturas articulares implicadas no movimento em causa.
No caso dos alongamentos passivos, o movimento não é controlado pelo próprio corpo uma vez que há um “movimento forçado” por um elemento externo (por exemplo: outra pessoa ou objeto) como é o caso de um alongamento assistido ainda muito em voga junto de alguns profissionais. Em suma, não há a referida comunicação entre o sistema nervoso e articulação. Ao faltar este feedback, a articulação pode mais facilmente ficar em risco.
Para além do mais, como tem vindo a ser provado por diversos estudos científicos bem como nos tem sido transmitido nas formações avançadas que frequentamos em Portugal, Espanha, Canadá e Estados Unidos, o isométrico ao recorrer a uma contração controlada pela própria pessoa para mover a articulação, promove ganhos de força, facilita a comunicação entre músculos e sistema nervoso e contribui para ganhos de mobilidade pois permite a articulação movimentar-se em amplitudes que antes não era possível.
Hoje, há cada vez mais estudos a comprovar que a referida mobilidade se deve à capacidade de os músculos contraírem de forma harmoniosa e não da capacidade de os músculos opostos se estenderem.
Portanto, como pode comprovar nos nossos vídeos e artigos, a PTX recomenda as contrações isométricas utilizadas de forma estratégica em diferentes fases do treino.
Terminamos com uma pequena dica para melhorar a sua saúde articular já no próximo treino. Sempre que for realizar um alongamento, seja o próprio a fazê-lo e foque-se nos músculos que realmente irão contrair e não nos músculos que à partida iriam alongar. Este simples comportamento fará com que não exceda os seus limites articulares e contribuirá para mais e melhores efeitos no seu sistema neuro-músculo-articular.
Bons treinos!