Blog PTX

Realizar alongamentos no contexto de Treino de Força, sim ou não?

Realizar alongamentos sim ou não, este é um assunto que nos últimos tempos tem gerado muita discussão… vamos, contudo, tentar aclarar algumas possibilidades para alcançar os mesmos objetivos com que são realizados.
Contextualizando, estes tradicionalmente são incluídos na parte inicial ou final do treino e muitas vezes são realizados sob a ideia de que servem para evitar lesões; manter a “flexibilidade”; acelerar a recuperação, etc.
No entanto, cada vez mais, algumas questões se levantam sobre a metodologia empregue; em que condições são realizados e em que contexto são realizados.
É necessário, a nosso ver, enquadrar/contextualizar cada uma dessas premissas para justificar a sua utilização ou não.

Alongamentos, sim ou não?
Os alongamentos tradicionalmente são incluídos na parte inicial ou final do treino e muitas vezes são realizados sob a ideia de que servem para evitar lesões; manter a “flexibilidade”; acelerar a recuperação, etc. No entanto, cada vez mais, algumas questões se levantam sobre a metodologia empregue; em que condições são realizados e em que contexto são realizados.

No contexto de treino de força parece cada vez mais fazer pouco sentido a sua inclusão, nomeadamente quando estes assentam numa componente passiva, e entenda-se “passiva” como a falta de volição por parte do indivíduo (que é alongado para estirar determinada musculatura). Os alongamentos assistidos são um exemplo disso.

No contexto de treino de força parece cada vez mais fazer pouco sentido a sua inclusão, nomeadamente quando estes assentam numa componente passiva, e entenda-se “passiva” como a falta de volição por parte do indivíduo (que é alongado para estirar determinada musculatura). Os alongamentos assistidos são um exemplo disso.

Isto parece significar que um alongamento realizado pelo próprio, entenda-se através do encurtamento activo da musculatura, terá efeitos diferentes que um alongamento imposto por uma terceira pessoa. Esta ideia aparenta fazer todo o sentido porque algumas “medições”, de forma empírica, indicam uma perda de força/controlo muscular quando essa volição não está presente.

Parece significar que um alongamento realizado pelo próprio, entenda-se através do encurtamento activo da musculatura, terá efeitos diferentes que um alongamento imposto por uma terceira pessoa.

Portanto num contexto de treino de força onde apelamos ao foco, controlo e intenção para a melhoria da contração muscular é um contrassenso não trabalhar a melhoria da amplitude de movimento articular da mesma forma, ainda para mais quando através da aplicação de força, de forma estratégica, conseguimos ótimos resultados acompanhados de uma modulação da nossa resposta motora.

Num contexto de treino de força onde apelamos ao foco, controlo e intenção para a melhoria da contração muscular é um contrassenso não trabalhar a melhoria da amplitude de movimento articular da mesma forma (ativa), ainda para mais quando através da aplicação de força, de forma estratégica, conseguimos ótimos resultados acompanhados de uma modulação da nossa resposta motora.

Não queremos invalidar a utilização de técnicas mais ou menos passivas, especialmente em metodologias que tratam a dor, lesão, etc. como é a fisioterapia, osteopatia, entre outros. É importante o leitor perceber que são contextos completamente diferentes.
Agora quando temos ferramentas, que em indivíduos aparentemente saudáveis e sem limitações estruturais, nos ajudam a obter um aumento da amplitude de movimento articular, vulgo “flexibilidade”, com uma maior riqueza para o seu reportório motor, onde, para além disso, evidencia ganhos maiores de força que se mantêm por mais tempo, aplicar essas ferramentas, parece-nos a resposta mais sensata e equilibrada, e friso novamente no contexto de treino de força.

Quando temos ferramentas, que em indivíduos aparentemente saudáveis e sem limitações estruturais, nos ajudam a obter um aumento da amplitude de movimento articular, vulgo “flexibilidade”, com uma maior riqueza para o seu reportório motor, onde, para além disso, evidencia ganhos maiores de força que se mantêm por mais tempo, aplicar essas ferramentas, parece-nos a resposta mais sensata e equilibrada, e friso novamente no contexto de treino de força.

A Personal Training Excellence procura sempre ajudar a clarificar, os nossos leitores, sobre este e outros assuntos que possam achar pertinentes. Os nossos personal trainers melhoram constantemente as suas competências para entregar um serviço de personal training distinto e assente em lógica e conhecimento. Convidamos assim a visitarem o nosso estúdio de treino em Faro e relembrar que estamos presentes também em Olhão, Santa Barbara de Nexe, Quinta do Lago, Vale do Lobo. Não hesite em contactar-nos para mais informações ou simplesmente comentar as nossas publicações para podermos melhorar e participarmos da melhor maneira para a sua educação física.
Continuação de bons treinos.

Texto de Tiago Gago