atividade física
20 de Março, 2022

Poderá a prática de atividade física reduzir o risco de fibrilhação auricular e o acidente vascular cerebral?

A prática de atividade física, parametrizada, por diretrizes das associações médicas e de saúde parece estar associada a uma redução do risco de fibrilhação auricular (tipo de arritmia cardíaca em que existem batimentos cardíacos muito irregulares, e habitualmente rápidos) e acidente vascular cerebral.

Um estudo realizado por pesquisadores do Massachusetts General Hospital, analisou quase 100.000 indivíduos equipados com acelerómetros de pulso, para medir seu movimento.

Prática de atividade física e risco de fibrilhação auricular.
Prática de atividade física e risco de fibrilhação auricular.

As descobertas sugerem que a partir dos dados recolhidos, através de uma nova geração de dispositivos, com sensores que permitem a deteção da fibrilhação auricular, estes constituem uma oportunidade e apoio aos profissionais de saúde para promover a prática de atividade física moderada, como uma forma eficaz de melhorar os índices de saúde diretamente relacionados com esta temática.

Anteriormente, estudos já tinham apontado nesta direção, mas só agora, com a recolha de dados com recurso aos acelerómetros, foi possível demonstrar evidências mais robustas pela medida objetiva e reprodutível fornecida por estes aparelhos.

O estudo recolheu informação através de uma grande amostra que aceitou utilizar os acelerómetros e, posteriormente, comparou os resultados com os de uma recolha efetuada durante os anos de 2013 a 2020, no mesmo grupo desta amostra (Biobank).

As descobertas confirmaram as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia, da American Heart Association e da Organização Mundial de Saúde para 150 minutos ou mais de atividade física moderada a vigorosa por semana. Aliado a este facto a utilização de monitoramento portátil dos níveis de fitness assume-se como uma grande oportunidade para vincular mais pessoas, de forma objetiva, aos objetivos supramencionados.

Outro aspeto é que este monitoramento pode ser não só realizado para esta situações em particular, mas alargada a outras condições de doença cardiovascular (hipertensão) e doença metabólica (diabetes).

Terminamos com uma citação de um dos médicos responsáveis pelo estudo realizado.

“Dispositivos capazes de monitorizar de forma objetiva a atividade física, enviar mensagens motivacionais e deteção de doenças podem ser intervenções de baixo custo e altamente eficazes para melhorar os resultados de saúde para um número incontável de pessoas – Steven Lubitz

Continuação de bons treinos.

 

Referências:

https://www.massgeneral.org/news/press-release/Wearable-devices-show-that-physical-activity-may-lower-atrial-fibrillation-and-stroke-risk

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