desporto juvenil
Desporto juvenil
30 de Janeiro, 2021

Os jovens atletas – prática desportiva juvenil por Rafael Peixoto

São descritos inúmeros benefícios associados à prática desportiva juvenil, desde a promoção de competências de vida, como um maior sentido de responsabilidade e de organização, uma maior capacidade de gestão de tempo, respeito pelas regras e liderança, e até mesmo a promoção da socialização, particularmente em desportos coletivos.

Rafael Peixoto
Rafael Peixoto

De igual forma a promoção de competências físicas como mobilidade, resistência, motricidade e força, também está associada à prática de desporto juvenil. No entanto, associados a estes benefícios surgem também algumas questões menos positivas: muitas vezes deseja-se que o/a jovem venha a ser um Cristiano Ronaldo, um Lebron James ou um Usain Bolt. Estas elevadas expectativas surgem do contexto familiar, mas também do contexto desportivo. A pressão parental é uma das problemáticas no contexto do desporto juvenil, particularmente quando os pais tentam viver sonhos desportivos antigos através dos seus próprios filhos/as. Mas as entidades desportivas estão cada vez mais focadas em desenvolver talentos, e por vezes, o nível de exigência que recai sobre os jovens, na minha opinião, pode ser excessiva e, estes jovens acabam por perder parte dos benefícios do desporto juvenil, entre eles o divertimento e a socialização com os pares (Note-se que não estou a criticar ou a tomar algum partido, apenas a expor que acontece atualmente). Contudo, este interesse pelo desenvolvimento desportivo foi crescendo, e a ciência tem procurado explorar as melhores condições para o desenvolvimento destes talentos.

Desta forma, surgiram algumas abordagens para o desenvolvimento destes jovens atletas. Uma abordagem muito em voga é o “Long Term Athlete Development”, e os seus pontos fortes e pontos fracos já foram bem documentados (Armstrong & Barker, 2011; Bailey et al. 2010; Ford et al., 2011, 2012; Hooren et al., 2020; Lloyd et al., 2012). Este modelo sugere a existência de janelas de oportunidade para o desenvolvimento de determinadas capacidades físicas. Baseado nesta abordagem, e recorrendo à minha prática, a aplicação do “Peak Height Velocity” pode ser uma forma a perceber quando ocorrerá o pico de crescimento dos jovens. A aplicação desta “ferramenta” é extremamente simples, através de alguns dados dos jovens é possível estimar quando o pico de crescimento irá ocorrer. No entanto, é de realçar que não devemos cair no erro de treinar apenas aquelas capacidades físicas em determinado momento, e nunca mais voltar a treiná-las.

Os jovens atletas - prática desportiva juvenil
Os jovens atletas – prática desportiva juvenil

Na minha opinião, não devemos compartimentar as capacidades físicas, mas sim treinar todas elas ao longo do desenvolvimento, focando determinadas capacidades em diferentes pontos do crescimento.

Concluindo, se é importante considerar estes modelos? Eu acredito que sim. No entanto, a minha opinião e de toda a equipa GEETFAA, que tenho o prazer em integrar, é de que devemos ter em atenção estes modelos, mas devemos também adaptá-los e ajustá-los à nossa realidade, de forma a não sermos inflexíveis em relação aos mesmos e, acima de tudo, ter em conta que o treino de força de forma progressiva é essencial.

Rafael Peixoto.

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