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Treino Personalizado: Técnicas de venda vs qualidade do serviço

A competitividade que se vive no mercado do Treino Personalizado apela muitas vezes a que se tentem implementar técnicas de venda cada vez mais eficazes.
Concordamos que que os negócios têm que ser sustentáveis mas devem também ser sustentados no mais soberano dos princípios: “a saúde dos clientes”. No treino personalizado, é normal que um profissional tente chegar a cada vez mais pessoas e querer aumentar a sua carteira de clientes pois é sinal que o seu trabalho está a dar frutos e a ser reconhecido. Realçamos que um bom profissional não se deve esconder nem deve parar de partilhar conhecimento e conteúdos que ajudem na promoção de exercício físico orientado e consciente.
O problema reside quando se confunde brio e dinamismo na promoção de um serviço nobre como o treino personalizado com o foco em “fechar” mais um cliente a todo o custo e, no pior dos cenários, com prejuízo na saúde do cliente.

O problema reside quando se confunde brio e dinamismo na promoção de um serviço nobre como o treino personalizado com o foco em “fechar” mais um cliente a todo o custo e, no pior dos cenários, com prejuízo na saúde do cliente.
A competitividade que se vive no mercado do Treino Personalizado apela muitas vezes a que se tentem implementar técnicas de venda cada vez mais eficazes.

O PT é muitas vezes instruído para escutar o potencial cliente e dizer-lhe o que este quer ouvir sem fazê-lo perceber primeiro se é possível lá chegar, ou sem explicar todo o processo ou a árdua forma de o alcançar porque pode desincentivar o cliente a avançar para a compra do serviço de treino personalizado (esta afirmação não é uma regra apenas a visão do autor com base na sua experiência de alguns anos no mercado e com base nos conteúdos de algumas formações de vendas que o mesmo já frequentou).
Uma primeira primeira abordagem mais franca e responsável irá ajudar o personal trainer a conquistar o seu espaço, o respeito no mercado e ambicionar uma carreira mais longa e produtiva.

Uma primeira primeira abordagem mais franca e responsável irá ajudar o personal trainer a conquistar o seu espaço, o respeito no mercado e ambicionar uma carreira mais longa e produtiva.

Por exemplo, um potencial cliente quer perder 50 kg e tem várias condicionantes a nível osteoarticular e um histórico de lesões. O que temos vindo a assistir, é o PT ou o comercial na reunião, avaliação ou qualquer outro “momento-chave de venda” afirmar de antemão que o cliente vai perder esse peso em “X” tempo sem se debruçar nas reais necessidades desse cliente, sem explicar que possivelmente após uma avaliação poderão surgir outros objetivos mais prioritários, que possivelmente será necessário construir uma base para que o cliente se mova com qualidade e em segurança, que esses ganhos vão mudar tanto ou mais a sua vida que o objetivo que tem em mente, que a perda de peso numa fase inicial pode depender tanto mais do serviço de nutrição do que do próprio serviço de PT ou até que apesar de se acreditar na força de vontade do cliente, o número que é ambicionado pelo cliente numa fase inicial pode ser apenas um número e que até pode nem fazer sentido…
Com o que foi dito, sugerimos que se comece o processo pela base em vez de se querer chegar logo ao telhado.

Sugerimos que se comece o processo pela base em vez de se querer chegar logo ao telhado.

Assim, o cliente atinge os resultados de forma responsável e mais consciente, evitam-se lesões ou contratempos que atrasam a evolução ou forçam uma paragem repentina do mesmo, evitamos o abandono em definitivo da atividade física por parte de muitos praticantes, impedimos a descredibilização de um serviço digno e de excelência que tem tudo para ajudar cada vez mais pessoas. Desta forma, nós treinadores, passamos contar com uma massa crítica cada vez maior, com “testemunhos vivos e verdadeiros” repletos de satisfação, e com a sensação que podemos ajudar mais pessoas e a contar com uma população mais feliz e saudável e que acredita no exercício.
Por vezes não basta dizer ou “dar o que o cliente quer, é preciso dar o que o cliente precisa, Hugo Moniz – EXS – Exercise Schooll”.

Por vezes não basta dizer ou “dar o que o cliente quer, é preciso dar o que o cliente precisa, Hugo Moniz – EXS – Exercise Schooll”.

Na PTX acreditamos que a qualidade do serviço é o melhor marketing e a melhor das técnicas de venda. Quando damos o nosso melhor e acima de tudo o melhor para o cliente, as recomendações surgem naturalmente e número de clientes cresce sem terem que se seguir fórmulas ou técnicas estandardizadas das ditas “vendas”.
Avaliamos a disponibilidade física do cliente a cada sessão, nomeadamente ao nível neuro-músculo-articular, informamo-lo do que pode realizar e o que pode ambicionar semanalmente com base nas suas idiossincrasias.
Estamos em constante formação avançada (em Portugal e no estrangeiro), o que nos permite pensar o exercício segundo os princípios de quatro áreas fundamentais: a Biomecânica do Exercício, a Fisiologia Articular, a Fisiologia Muscular e o Sistema Nervoso.
Como resultado, asseguramos mais resultados sustentáveis e mais saúde.

Na PTX acreditamos que a qualidade do serviço é o melhor marketing e a melhor das técnicas de venda. Um treino (realmente) personalizado é sempre a melhor e a mais honesta estratégia para se vencer.

Portanto já sabe: Técnicas de venda? Porque não…Desde que ajude o profissional a chegar a mais pessoas e não adultere um serviço que deve ser de excelência e direccionado para a saúde do cliente…
No entanto, consideramos que um treino (realmente) personalizado é sempre a melhor e a mais honesta estratégia para se vencer.
Bons treinos!
Texto de Gonçalo André